terça-feira, 29 de agosto de 2017

Uma semana difícil para os ateus

       Durante um programa de rádio da BBC de Londres, ao vivo, debatendo com um sacerdote da Catedral de St. Paul. Com seu tom tipicamente beligerante, o autor de Deus um Delírio afirmou arrogantemente que os cristãos são muito despreparados, pois a maioria deles não seria sequer capaz de mencionar o nome dos evangelhos. A resposta do sacerdote foi impressionante. Assista:




sexta-feira, 28 de julho de 2017

Arqueologia revela provas da destruição de Jerusalém pelos babilônios

Arqueologia revela provas da destruição
de Jerusalém pelos babilônios
     Os arqueólogos que escavam o sítio arqueológico da Cidade de Davi, localizado no Parque Nacional dos Muros de Jerusalém, capital de Israel, descobriram madeira carbonizada, sementes de uva, pedações de cerâmica, escamas de peixes, ossos e inúmeros artefatos raros que remontam à queda da cidade nas mãos dos babilônios há mais de 2.600 anos. Entre as descobertas, feitas este ano no local, há dezenas de jarros usados para armazenar grãos e líquidos. Muitos deles têm alças e selos marcados que retratam uma roseta. Eles comprovam a riqueza da antiga Jerusalém, capital do reino da Judéia.

“Esses selos são característicos do final do período do Primeiro Templo e foram usados pelo sistema administrativo que se desenvolveu no final da dinastia da Judéia”, explicam Ortal Chalaf e Joe Uziel, diretores de escavações da Autoridade de Antiguidades de Israel.

      Essa roseta basicamente substituiu o selo ‘Para o Rei’ usado no sistema administrativo anterior. “Classificar esses objetos facilitava o controle, a supervisão, a coleta, a comercialização e o armazenamento” dos judeus que cuidavam da cidade na época que ela foi atacada e destruída pelos babilônios.

      Entre os artefatos que estavam sob camadas de pedra acumuladas no declive oriental
Estátua de marfim – imagem de uma mulher.
(Foto: Clara Amit, Autoridade de Antiguidades de Israel)
da cidade de Davi, está uma pequena estátua de marfim. O objeto raro representa uma mulher nua com um corte de cabelo (ou peruca) de estilo egípcio. 
Os diretores ressaltam que “essas descobertas da escavação mostram que Jerusalém se estendia além do limite estabelecido pelos muros da cidade antes da sua destruição”. O Antigo Testamento relata que os babilônios, liderados por Nabucodonosor destruíram Jerusalém em 587 a.C. (Jeremias 39 e 52).

“Ao longo da Idade do Ferro, Jerusalém passou por um crescimento constante, expressado tanto na construção das diversas muralhas da cidade quanto no fato de a cidade se expandir mais tarde. As escavações realizadas no passado na área do Bairro Judeu mostraram como o crescimento da população no final do século 8 a.C. posteriormente resultou na anexação da área ocidental de Jerusalém”, afirma o comunicado da Autoridade de Antiguidades de Israel.

     Chama atenção o fato da divulgação dos estudiosos ser feita alguns dias antes do “Tisha B’Av”, a data que anualmente lembra a destruição do Primeiro e Segundo Templos judeus no Monte do Templo. A Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou a descoberta de evidências da destruição babilônica de Jerusalém na mesma semana em que os palestinos e outros islâmicos tentam divulgar publicamente que eles são os “legítimos” donos de Jerusalém e negam o seu passado como capital do povo judeu. 

Com informações Fox News

Nota do Blog: Somente pessoas extremamente ignorantes em História Judaica, ou até mesmo História do mundo, para cair no conto de fadas desse "Revisionismo" histórico promovido pelos Palestinos (ou pessoas de má fé e interesses escusos). Pois não existe a menor base histórica para se dizer que Jerusalém e, principalmente o Monte do Templo, não fazem parte da História dos Hebreus. Além das Escrituras, que é um documento fidedigno e histórico, a Arqueologia também vem agora, lançar luz sobre uma verdade mais que evidente.

Paz do Senhor à todos que estão em Cristo Jesus.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Padre Fábio de Melo prega na igreja de Kleber Lucas

     O pastor e cantor Kleber Lucas promoveu uma conferência na igreja que lidera no último final de semana. A Conferência Soul fez parte das comemorações dos três anos da igreja, localizada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Entre os convidados este ano estavam o pastor Ed René Kivitz e o padre Fábio de Melo. O encerramento do evento, na noite deste domingo (30), teve uma pregação de um sacerdote católico, algo que chamou bastante atenção dos participantes. O padre Fábio de Melo, que também é cantor, já havia regravado músicas de cantores evangélicos, incluindo Kleber Lucas, mas é a primeira vez que é visto nos púlpitos de uma igreja evangélica.

 Em sua conta do Instagram, onde tem mais de 4 milhões de seguidores, o padre escreveu: 

“Hoje foi dia de estabelecer comunhão. Preguei na Igreja Batista Soul liderada pelo meu amigo @Kleberlucas. Muito obrigado a todos os pastores e membros da igreja que me receberam com tanto respeito e carinho”.

Um vídeo postado na conta de Instagram de Kleber Lucas mostra o padre no culto, mas não foi divulgado a íntegra do seu sermão, cujo tema foi “O Amor de Deus”. Ainda pela rede social, o pastor Kleber resumiu a participação do padre no evento da igreja com a frase: “CRISTO DESTRUIU O MURO!”.


Nota do Blog: Longe de mim querer causar polêmicas e conflitos religiosos. Devemos sempre buscar o diálogo e um entendimento das diversas manifestações dentro da fé cristã. Mas há um limite. E não podemos ignorar as profundas diferenças existentes entre a fé Reformada e o catolicismo romano. Ignorar a história é ignorar nossas raízes e a defesa da Ortodoxia bíblica. "Por conta de suas afirmações dogmáticas flutuantes e de sua estrutura política complexa e diplomática, a instituição Igreja Católica deve ser examinada com muito mais cautela e prudência. Iniciativas atuais para renovar aspectos da vida e adoração católicas (como, por exemplo, a acessibilidade à Bíblia, a renovação litúrgica, o papel crescente dos leigos e o Movimento Carismático) não indicam, por si mesmas, que a Igreja Católica Romana esteja compromissada com uma reforma substanciosa em consonância com a Palavra de Deus. E evangélicos devem ser cautelosos, mantendo padrões bíblicos claros ao formar plataformas e coalizões".[1]

Segundo Kleber Lucas, "Cristo destruiu o muro"! Então devemos deixar de lado todas as mazelas e heresias do catolicismo romano e abraçar um ecumenismo sem precedentes? Se os muros caíram, Kleber Lucas irá participar da "santa missa" e comer literalmente o corpo de Cristo? Se os muros caíram, Kleber Lucas vai admitir que o papa é o único representante de Cristo aqui na terra, o "Sumo Pontífice" e que os reformadores estavam errados ao se levantar contra os absurdos teológicas da igreja de Roma? Em que a igreja católica mudou uma vírgula das suas doutrinas desde 1517? Nada! ainda acrescentou o Dogma da imaculada Conceição (1854), da Infalibilidade Papal (1869-1870) e da Assunção de Maria (1950). É Lamentável... Infelizmente, ainda existem obstáculos insuperáveis... e o catolicismo romano não quer abrir mão.

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Notas:

[1] Essas convicções fundamentais são expressas em papers oficiais de duas organizações evangélicas mundiais: Fraternidade Evangélica Mundial e Movimento Lausanne. Após abordar temas como mariologia, autoridade na igreja, o papado e a infalibilidade, justificação pela fé, sacramentos e a Eucaristia, e a missão da igreja, este foi o pronunciamento da Fraternidade Evangélica Mundial: “A cooperação na missão entre evangélicos e católicos está seriamente impedida por conta de obstáculos ‘insuperáveis’” (Fraternidade Evangélica Mundial, Evangelical Perspective on Roman Catholicism (1986) in Paul G. Schrotenboer (ed.), Roman Catholicism. A Contemporary Evangelical Perspective (Grand Rapids: Baker Book House 1987) p. 93). A mesma visão é refletida no documento de Lausanne intitulado Occasional Paper on Christian Witness to Nominal Christians among Roman Catholics, de 1980, bem como em uma declaração de John Stott, principal autor do Pacto de Lausanne: “Estamos dispostos a cooperar com eles (católicos romanos, ortodoxos ou protestantes liberais) em boas obras de compaixão cristã e justiça social. É no momento em que somos convidados a evangelizar com eles que nos vemos em um duro dilema, pois o testemunho comum necessita de uma fé comum e a cooperação no evangelismo depende de concordância sobre o conteúdo do evangelho” (Lausanne Committee for World Evangelization. “Lausanne Occasional Paper 10 on Christian Witness to Nominal Christians among Roman Catholics” (Pattaya, Thailand, 1980); John Stott, Make the Truth Known. Maintaining the Evangelical Faith Today (Leicester, UK: UCCF Booklets, 1983) p. 3-4.).


terça-feira, 18 de abril de 2017

Londres: 423 novas mesquitas e 500 igrejas fechadas

     “Londres está mais islâmica do que muitos países muçulmanos”, afirmou Maulana Syed Raza Rizvi, um dos pregadores islâmicos que lideram o “Londrestão”, como a jornalista Melanie Phillips chama a capital Inglesa. Wole Soyinka, Prêmio Nobel de Literatura, chamou recentemente o Reino Unido de “um caldeirão de islâmicos”. Por sua vez o prefeito de Londres, Sadiq Khan, que é muçulmano, tentou minimizar o recente ataque terrorista na cidade. “Os terroristas não suportam o multiculturalismo de Londres”, afirmou. Parece, na verdade, que o oposto é verdadeiro: o multiculturalismo é o que está alimentando o fundamentalismo islâmico. Um exemplo disso são as 423 novas mesquitas da cidade, que parecem ter sido construídas sobre as ruínas do cristianismo inglês. O prédio da Igreja Unida de Hyatt foi comprado pela comunidade egípcia para ser transformado em uma mesquita. A Igreja de São Pedro foi convertida na Mesquita de Madina. A mesquita de Brick Lane está num prédio que antes abrigava uma igreja metodista. O mais importante é que não são apenas os edifícios que sendo “convertidos”, as pessoas também. O número de adeptos do Islã dobrou nos últimos anos. Também cresce os adeptos do Islã radical, como Khalid Masood, o terrorista que matou pessoas na ponte de Westminster vinha de uma família cristã.

     Uma foto recentemente publicada pelo Daily Mail ilustra bem o que se passa no coração de Londres. Ela mostrava uma igreja na mesma rua de uma mesquita. Na Igreja de Santa Maria, com espaço para acomodar mais de mil fiéis, apenas 20 pessoas se reuniram na missa. A poucos metros dali, a mesquita de Brune Street estava superlotada. Ela tem espaço para apenas 100 pessoas. Às sextas-feiras, os seus frequentadores fazem as rezas no meio de rua. Ao que parece, o cristianismo na Inglaterra está se tornando uma relíquia, enquanto o Islã será a religião do futuro. Em Birmingham, a segunda maior cidade britânica, onde muitos jihadistas vivem e orquestram seus ataques, os minaretes islâmicos dominam a linha do horizonte. A comunidade islâmica pediu à prefeitura permissão para que as mesquitas britânicas chamem os fiéis à oração pelos alto-falantes das mesquitas várias vezes por dia.

     Embora cerca de metade dos muçulmanos britânicos tenham menos de 25 anos, um quarto dos cristãos tem mais de 65 anos. “Em mais 20 anos haverá mais locais muçulmanos ativos do que igrejas”, avalia o líder ateísta Keith Porteous Wood. Em 2020, estima-se que o número de muçulmanos praticantes será de, pelo menos 683.000, enquanto o número de cristãos que participam da igreja cairá para 679.000. “A nova paisagem cultural das cidades inglesas chegou. A paisagem homogeneizada e cristã da religião do Estado está em recuo”, avalia Ceri Peach, da Universidade de Oxford.

Os números:


     Desde 2001, 500 igrejas de Londres de todas as denominações foram vendidas e transformadas em casas particulares ou locais de entretenimento. Durante o mesmo período, as mesquitas britânicas se proliferaram. Entre 2012 e 2014, a proporção de britânicos que se identificam como anglicanos caiu de 21% para 17%, um decréscimo de 1,7 milhões de pessoas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo respeitado Instituto de Pesquisa Social NatCen, o número de muçulmanos cresceu em quase um milhão. O número de cristãos praticantes está em declínio a uma taxa tal que dentro de uma geração, serão três vezes menor que os muçulmanos que vão regularmente à mesquita na sexta-feira. Demograficamente, a Grã-Bretanha vem ficando cada vez mais islâmica. As cidades mais importantes têm grandes populações muçulmanas: Manchester (15,8%), Birmingham (21,8%) e Bradford (24,7%). Em Birmingham, a polícia desmantelou uma célula terrorista. Em Bradford e Leicester, metade das crianças já são muçulmanas. Em 2015, o nome mais comum na Inglaterra era Mohammed, incluindo variações de ortografia como Muhammad e Mohammad. Os muçulmanos não precisam se tornar a maioria no Reino Unido; só precisam gradualmente islamizar as cidades mais importantes. Essa mudança já está ocorrendo. “Londrestão” não é um pesadelo de maioria muçulmana, é um híbrido cultural, demográfico e religioso em que o cristianismo declina e o Islã avança.

Tribunais de sharia


     A imprensa é parcialmente responsável por isso. Por exemplo, depois do ataque à revista satírica francesa Charlie Hebdo, o chefe do serviço secreto, Sir John Sawers, recomendou a autocensura e “alguma restrição” ao se discutir o Islã. Em muitos casos de atentados, os meios de comunicação evitam a palavra terrorismo e eliminam os aspectos religiosos que geralmente são a motivação dos ataques. De acordo com um levantamento da revista The Spectator, apenas duas das 1.700 mesquitas na Grã-Bretanha hoje ensinam uma interpretação moderada do Islã, em comparação com 56% nos Estados Unidos. Os wahabitas controlam 6% das mesquitas no Reino Unido, enquanto o ramo fundamentalista Deobandi controla 45%. De acordo com uma pesquisa do Centro de Conhecimento da Inglaterra, um terço dos muçulmanos que vivem lá não se sente “parte da cultura britânica”. Como outras capitais na Europa, Londres também está cheia de tribunais da sharia. Há oficialmente 100. O advento deste sistema judicial paralelo foi possível graças à Lei de Arbitragem Britânica e ao sistema de Resolução Alternativa de Disputas. O primeiro passo para a introdução da sharia foi justamente o discurso de “neutralidade”. Um dos principais juízes britânicos, Sir James Munby, disse que o cristianismo já não influencia os tribunais e que estes devem ser “multiculturais”, o que abriu espaço para a lei religiosa islâmica – que pede a morte dos infiéis – ser vista com naturalidade.

     Rowan Williams, ex-arcebispo de Canterbury, e o ministro da Justiça Lord Phillips também sugeriram que a lei britânica deveria “incorporar” elementos da lei da sharia. A cultura britânica está capitulando rapidamente aos fundamentalistas islâmicos, para aceitar suas demandas. Nas universidades britânicas também pode ser visto o avanço da lei islâmica. As diretrizes oficiais das universidades do Reino Unido agora preveem que “grupos religiosos ortodoxos” podem separar homens e mulheres durante os eventos. Na Universidade Queen Mary de Londres, as mulheres usam uma entrada separada e são forçadas a sentar-se numa sala sem poder fazer perguntas ou levantar as mãos, como é a norma nos países islâmicos, onde as mulheres têm direitos limitados. 

Com informações Gatestone Institute 

terça-feira, 14 de março de 2017

Pecados que Deus varre para baixo do tapete

     Se um pastor comete adultério, todos concordamos que ele deve ser afastado do ministério para ser tratado e restaurado e, só então, reconduzido ao púlpito. Porém, nunca vi um líder eclesiástico sequer ser afastado do cargo por desonrar pai e mãe. Na verdade, nunca conheci nenhum cristão que tenha sido posto em disciplina por desonrar seus pais. Você conhece um único caso assim? Tenho certeza de que não. Interessante, não é? Estamos falando de dois pecados que ferem igualmente um dos Dez Mandamentos, adultério e desonra aos pais (Êx 20.12,14), sendo que honrar pai e mãe é o único mandamento com promessa. No entanto, só damos a devida atenção a um deles. Já parou para pensar por quê? Por que consideramos que certos pecados são mais pecados que outros pecados?

       O grande mal que esse tipo de hierarquização de pecados provoca é que acabamos cometendo muitos deles sem nos darmos conta de que estamos pecando ou fingido que não estamos pecando. E isso é terrível, pois os tipos de pecados mais perigosos são aqueles que ou não percebemos que são pecados ou para os quais achamos boas justificativas a fim de cometê-los. Todo mundo sabe que lascívia é pecado, por exemplo, mas nem todo mundo se dá conta de que inveja é um pecado tão grave quanto (Gl 5.21). Todos entendem que assassinato é uma transgressão séria, mas nem todos consideram a cobiça algo tão relevante assim (Êx 20.17). E aí começa o problema. 

          Todo pecado é grave. Não existe pecado absolutamente nenhum que não entristeça o Senhor. Deus não varre pecados para baixo do tapete! Nenhuma transgressão da vontade divina passa despercebida aos olhos do Deus santíssimo e deixa de entristecer seu coração. Se você ler a lista das obras da carne que Paulo lista em Gálatas 5, verá que inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices e glutonarias estão no mesmíssimo pacote que prostituição, impureza, lascívia, idolatria e feitiçarias. E sobre todo eles (todos!), a Palavra diz: “não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.21). Essa é a razão de haver tantos e tantos cristãos que são arrogantes, soberbos, materialistas, invejosos, agressivos, maledicentes, fúteis, debochados, cínicos e agressivos: eles simplesmente não se dão conta de quão abomináveis são tais procedimentos, porque lhes ensinaram equivocadamente que esse modo de ser não é tão problemático assim. Ou arranjam boas desculpas para cometer tais pecados, a fim de se convencer ou de convencer outros de que está tudo bem em ser hostil, raivoso ou invejoso, por exemplo. Mas não está. Por essa razão, multidões de cristãos ou igrejas inteiras estão espiritualmente doentes. 

     Sem reconhecer o próprio pecado, nós não nos arrependemos. Sem nos arrependermos, não somos perdoados. Sem sermos perdoados… que Deus tenha misericórdia de nós! Quais são meus pecados de estimação? Que práticas antibíblicas são parte da minha rotina sem que eu faça nada a respeito? Quais são minhas falhas de caráter? Quais são minhas falhas de temperamento? O que faz de mim um pecador habitual? O que precisa mudar? Temos de nos fazer essas perguntas diariamente, se desejamos de fato expressar em nossas obras a fé que nossos lábios professam. Felizmente, estamos debaixo da graça de Deus. O sangue de Cristo nos purifica de todo pecado. O Espírito Santo nos chama ao arrependimento e ao perdão. Para isso, precisamos parar de fingir que nosso pecado não é pecado e temos de acabar com a mania de inventar boas desculpas para nossos hábitos pecaminosos. Deus está de braços abertos para nos restaurar, limpar e purificar, mas, para isso, precisamos ser sinceros. Nossas justificativas não fazem nosso pecado ser menos pecado aos olhos de Deus. 

          A hora é esta. Convido você a fazer um exame de consciência e admitir seus hábitos pecaminosos. Temos de parar com essa ideia cultural e maligna de achar que só desagrada a Deus sexo ilícito, embriaguez, idolatria e fofoca. Comece a analisar se você não comete aqueles pecados a que quase ninguém dá atenção, como arrogância, ódio, hostilidade, discórdias, ciúmes, acessos de raiva, ambições egoístas, dissensões, divisões e inveja. Ao se conscientizar de que os pecados a que você não dá muita atenção são tão malcheirosos às narinas divinas quanto aqueles que você mais condena, estará muito mais próximo de fazer uma faxina em sua alma, ao abandonar transgressões que poluem profundamente sua vida sem que você dê muita atenção a elas.

       Quais são os pecados que Deus varre para baixo do tapete? Nenhum. Absolutamente nenhum. A boa notícia? “Quem oculta seus pecados não prospera; quem os confessa e os abandona recebe misericórdia” (Pv 28.13). A misericórdia está ao nosso alcance, basta tomarmos as atitudes certas. Não amanhã, não daqui a pouco. Já! O que estamos esperando?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Igrejas liberais estão morrendo, mas as conservadoras crescem

     As igrejas protestantes mais antigas (que aderiram a Teologia Liberal) estão em apuros. Um relatório de 2015, feito pelo Centro de Pesquisa Pew, mostra que essas congregações, que no passado eram a maioria no cenário cristão, estão diminuindo rapidamente nos Estados Unidos. Perdendo quase um milhão de membros por ano. Com menos fiéis, diminuíram as entradas e com isso elas entraram em declínio. Dezenas de templos estão sendo fechados anualmente. Um número reduzido de líderes denominacionais e pastores têm feito vários esforços para reverter essa tendência e voltar a atrair pessoas à igreja. Quase 20 anos atrás o bispo anglicano John Shelby Spong publicou o livro “Por Que o Cristianismo Precisa Mudar ou Morrer.” Spong, um teólogo liberal, ensinava que só cresceriam as igrejas que abandonassem a interpretação literal da Bíblia e se adaptassem às transformações sociais. Isso incluiria, por exemplo, a aceitar o divórcio, o aborto e o casamento gay como “normais”. Ironicamente, o livro era apresentado como um “antídoto” para o declínio das grandes denominações evangélicas.

       Segundo o The Washigton Post, esse tipo de teologia defendido por Spong ainda é popular, em especial nas mais tradicionais, como a Igreja Metodista Unida, a Igreja Evangélica Luterana, a Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA) e a Igreja Episcopal. Após duas décadas, os números mostram que essa mentalidade liberal não apenas foi incapaz de resolver o problema de declínio na frequência, mas em alguns casos dividiu e enfraqueceu as denominações.

      Na Igreja Unida do Canadá, um levantamento recente mostra que 20% dos pastores afirmaram não crer no Deus descrito na Bíblia. Vinte e nove por cento acredita em Deus, mas não o vê como “sobrenatural”. Pouco mais de 2% disseram ver Deus como uma “força” e 15,6% percebem Deus como uma “metáfora”. Entre os presbiterianos, por exemplo, surgiu a Evangelical Covenant of Presbyterians, que reúne hoje cerca de 300 igrejas que se cansaram da agenda liberal da PCUSA.
Por outro lado, continuam com tendência de crescimento as igrejas pentecostais e as que não negam a Bíblia como Palavra de Deus.

A pesquisa


      O estudo conduzido pela Pew, chamado “Teologia importa: Comparando os traços de crescimento e declínio em Igrejas Protestantes”, pode ser lido na íntegra aqui, em inglês. O diretor da pesquisa, David Haskell, observou que o estudo aponta como as igrejas que estão crescendo “se mantém firmes nas crenças tradicionais do cristianismo e são mais envolvidas em práticas como oração e leitura da Bíblia”. Haskell observou ainda que a confiança sentida quando lhe é apresentado um conjunto de crenças coesas, acaba sendo atraente para não crentes. O ensino de doutrinas centrais, consideradas verdades inalteráveis “faz com que os visitantes ganhem confiança. Essa confiança, aliada a uma mensagem edificante, reconfortante ou claramente positiva é uma combinação atraente”.

       O estudo também encontrou uma correlação entre o crescimento das igrejas e as práticas dos seus pastores. Aqueles que declaram ler a Bíblia diariamente e consideram o evangelismo “importante” conseguem manter um crescimento mais sólido. Por exemplo, 71% dos líderes das igrejas em crescimento liam a Bíblia diariamente, enquanto apenas 19% dos pastores das igrejas que perdem membros têm esse hábito. Além disso, 100% dos pastores responsáveis pelas igrejas em ascensão dizem ser “muito importante encorajar os não cristãos a se tornarem cristãos”, em comparação com os 50% do clero das igrejas com declínio da membresia. Outro aspecto da investigação foi como o louvor influenciava o crescimento. As congregações que optam por um estilo de adoração contemporâneo, com instrumentos musicais e cânticos, em média crescem mais que as igrejas que optam apenas pelo um estilo “tradicional”, com órgão e um coral. O material confronta outros estudos semelhantes publicados nos últimos anos mostrando que para as pessoas que frequentam igrejas a teologia ensinada não era ‘relevante’.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

As escrituras são suficientes


       A doutrina da suficiência das Escrituras repousa no coração do que significa ser um protestante. Protestantismo e catolicismo romano compartilham muito em comum em termos de teologia básica, tal como o comprometimento com as doutrinas da Trindade e encarnação. Quando se fala a respeito de assuntos de autoridade, entretanto, há grandes divergências. Uma dessas é a respeito da Escritura: a Escritura é suficiente como autoridade para a igreja ou não? A suficiência das Escrituras é, obviamente, uma doutrina que está de pé em positiva conexão com várias outras convicções teológicas, tal como inerrância, a extensão do cânon e a perspicuidade, ou clareza, da Escritura. Tudo isso ajuda a moldar nosso entendimento da suficiência, mas está além do escopo desse breve artigo. Dessa forma, focarei na doutrina como ela é entendida de forma geral por aqueles que aceitam o consenso confessional protestante acerca desses assuntos, como é retratado na segunda confissão de Londres, as três formas de unidade e os padrões de Westminster.

O que significa que a Escritura é suficiente? 

        Precisamos, é claro, analisar o que significa quando dizemos que a Escritura é suficiente. Se meu carro quebra, ou estou tentando investigar quem cometeu um crime em um enigma particularmente complexo, não encontrarei a resposta na Bíblia. Nem encontrarei a discussão do genoma humano, ou as regras de um jogo, ou as marcas das asas da borboleta da América do Norte. Na verdade, o escopo da suficiência das Escrituras é simplesmente resumido na Questão 3 do Breve Catecismo de Westminster: 
"3.3 Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam? 4.A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é o que o homem deve crer acerca de Deus e o dever que Deus requer do homem." 
        Em outras palavras, as Escrituras são suficientes para uma tarefa específica: elas revelam quem Deus é, quem o homem é em relação a ele e como esse relacionamento deve ser articulado em termos de adoração.

       Mesmo com essa definição, entretanto, precisamos ser precisos a respeito da natureza dessa suficiência. Em algumas áreas, as Escrituras são suficientes para ensinar princípios, mas não para prover detalhes específicos. Por exemplo, enquanto elas claramente ensinam que a igreja deveria se reunir para adoração no Dia do Senhor, elas não especificam precisamente tempo e local. Nem minha congregação local, nem o tempo de nossos serviços são mencionados em lugar algum do Novo Testamento. A suficiência das Escrituras não é prejudicada por essa carência. A Escritura nunca teve a intenção de falar com precisão sobre tais detalhes locais.

       A última observação talvez seja óbvia. Um ponto mais sutil sobre a suficiência das Escrituras pode ser deduzido das epístolas pastorais de Paulo. Quando Paulo as escreve, ele está dispondo seu modelo para a igreja pós-apostólica. É, portanto, significante que ele não diga simplesmente a Timóteo e Tito para ter certeza que haja cópias da Bíblia disponíveis para a igreja. Se a Escritura em si e fora de si mesma eram suficientes para manter a verdade da fé, certamente isso é tudo que ele precisaria ter feito. Em vez disso, ele não somente enfatiza a importância da Escritura, mas também diz que há necessidade de oficiais (presbíteros e diáconos) e de adesão a uma forma de palavras sãs (um ensino credal tradicional). Então, dizer que a Escritura é suficiente para a igreja não é dizer que há somente uma coisa necessária. Oficiais e credos/confissões/estatutos de fé (formas que concordam com as sãs palavras) também parecem ser parte básica da visão de Paulo para uma igreja pós-apostólica.

       Dados esses fatores, há um sentido em que podemos dizer que os protestantes acreditam na insuficiência das Escrituras: reconhecemos que a Escritura é insuficiente para muitos detalhes da vida diária, tal como a manutenção de uma motocicleta e cozinhar carne. É até mesmo insuficiente para o dia-a-dia e boa saúde da igreja: precisamos de presbíteros, diáconos e modelos de sãs palavras. Ela é suficiente, entretanto, para regular o conteúdo doutrinário da fé cristã e a vida da igreja em um nível principal. Esse é o ponto de Paulo em 2Timóteo 3.16. Em outras palavras, falar da suficiência das Escrituras é uma forma de falar acerca da autoridade única da Escritura na vida da igreja e do crente como autoritativa e fonte suficiente para princípios de fé e prática.

 A Escritura é suficiente para o que?

 Podemos elaborar isso. 

Primeiro: a Escritura é suficiente como base noética do conhecimento de Deus. Isso significa que toda afirmação teológica tem que ser consistente como ensino da Escritura. A declaração: “Deus é Trindade”, não é achada em lugar algum da Bíblia, mas seu conteúdo conceitual está lá. Esse é o motivo pelo qual deveria ser afirmada por todos os cristãos. Em contraste, “Maria foi concebida sem pecado original” não é um conceito encontrado na Escritura. Católicos romanos que afirmam a noção revelam dessa forma sua visão que a Escritura não é a base suficiente para teologia, mas precisa ser suplementada pelo ensino do magistério da igreja.

Segundo: a Escritura é suficiente para a prática cristã. No nível do comportamento, a Escritura oferece princípios que guiam crentes em suas vidas dia a dia. Isso pode ser uma área complicada: o advento de Cristo demanda que os códigos da lei do Antigo Testamento sejam lidos à luz da sua pessoa e obra, e esse assunto está além do escopo imediato desse pequeno tratado. Mas o princípio da suficiência é claro: dada a dinâmica histórico-redentiva, a Escritura provê princípios gerais totalmente adequados e suficientes que podem ser aplicados em situações éticas específicas. Por exemplo, a Bíblia pode não fazer referência às células-tronco, mas contém princípios que deveriam moldar nossas atitudes para com elas.

Terceiro: no nível da igreja e instituição, a Escritura é novamente suficiente para os princípios de organização e adoração pública. Em termos de organização, tenho já notado o fato de que Paulo vê aqueles que possuem cargos e confissões/credos como vitais para a saúde corrente da igreja. Quanto aos que possuem cargos, a Escritura também descreve o tipo de homens que devem ser apontados. Quanto aos credos, meu primeiro ponto acima – que a Escritura é suficiente como a norma do conteúdo da declaração doutrinária – é claramente relevante.

Quarto: em termos de adoração pública, a Escritura é suficiente para estabelecer seus elementos: cantar louvor, oração, leitura e pregação da Palavra de Deus, dízimo e ofertas para a obra da igreja, batismo e a Ceia do Senhor. Com respeito aos credos, a Escritura também é suficiente para regular a agenda e o conteúdo dos sermões, músicas de louvor, orações, com o que o dinheiro será gasto, quem é batizado e quem recebe a Ceia do Senhor.

        Em resumo, alguém pode dizer muitas coisas acerca de como uma igreja em particular entende a suficiência das Escrituras por olhar para sua forma de governo, o conteúdo e ênfase da sua adoração corporativa e a forma como os presbíteros pastoreiam a congregação.

Texto original: The Sufficiency of Scripture
Traduzido por Matheus Fernandes - Ministério Fiel - Voltemos ao Evangelho